MASTUR BAR

 

Intitulada “We don’t need another hero", a 10ª Bienal de Berlim de Arte Contemporânea, referencia o hit musical dos anos 80 da ícone, black pop rock Tina Turner e é uma conversa entre artistas e colaboradores que pensam e agem além da arte e confrontam ansiedades.

Participa desta edição a brasileira Fabiana Faleiros, artista e poeta, que atua também com o pseudônimo “Lady Incentivo”, onde satiriza a lei que permite fundos privados a descontar impostos por apoiar a cultura nacional.

 
 Fabiana Faleiros,  Mastur Bar , 2015-18, = Solo Shows Gallery, São Paulo, photo: Edouard Fraipont

Fabiana Faleiros, Mastur Bar, 2015-18, = Solo Shows Gallery, São Paulo, photo: Edouard Fraipont

 

Na Bienal, Faleiros ocupa o Bob Pogo Bar no underground do KW Institute com projeto Mastur Bar (2015 -2018), um bar itinerante que apresenta workshops, performances e uma coleção de objetos todos voltados ao tema da masturbação feminina, tal qual denomina o neon com o trocadilho do letreiro de entrada e também o vídeo clip “Masturbar" com o uma versão de “I feel love” de Donna Summer interpretada por Lady Incentivo. 

 
 

No projeto Fabiana faz alusão a maneira como nos conectamos com as próprias mãos, se referindo a conexão com o próprio corpo, mas também a conexão que fazemos via máquinas nos dias de hoje. 

 
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Fabiana recebe durante o programa da Bienal outras performances sonoras e artistas e nesta 5a f, 28 de junho, receberá Teta Lírica de Marie Carangi junto a Cristian Forte. 

Teta Lírica é uma performance e peça sonora criada em 2016, que envolve a relação de atrito entre o corpo e o instrumento musical theremin. O canto é proferido pelo balançar das tetas que penetram o campo sonoro-sensível do instrumento. O theremin possui uma antena que emite um campo vibracional no ar, onde as notas musicais se distribuem reagindo às vibrações emitidas no corpo. O grau de aproximação entre tetas e antena, associado à velocidade de movimento, gera uma variação de notas e tons que vai de picos de agudo ao super grave.

 
 
 

Arte sonora vem ganhando cada vez mais espaço e destaque nas instituições, performances e festivais. 

A Bienal de Berlin foi curada por Gabi Ngcobo e com uma equipe composta por Nomaduma Rosa Masilela, Serubiri Moses, Thiago de Paula Souza, and Yvette Mutumba.

 

Julia Morelli